A ritidoplastia, também conhecida como lifting facial, é a cirurgia destinada ao tratamento de alterações relacionadas ao envelhecimento da face e do pescoço. O procedimento busca reposicionar os tecidos, reduzir a flacidez e melhorar a definição dos contornos faciais e cervicais.

Com o envelhecimento, ocorrem modificações em diferentes estruturas da face, incluindo pele, tecido adiposo e planos mais profundos. A perda e redistribuição de volume, associadas à flacidez dos tecidos, podem provocar alterações no contorno das bochechas, da mandíbula e do pescoço.

O lifting facial trata essas alterações, buscando um resultado compatível com as características de cada paciente. Entretanto, a cirurgia não interrompe o processo natural de envelhecimento.

Para quem o lifting facial é indicado?

A cirurgia pode ser indicada para pacientes que apresentam flacidez da face e do pescoço, perda da definição do contorno mandibular, queda dos tecidos das bochechas e alterações da região abaixo do queixo.

Não existe uma idade específica para a realização do lifting facial. A indicação depende mais das alterações presentes, da qualidade dos tecidos e das características individuais do que da idade cronológica.

Fatores genéticos, exposição solar, tabagismo, oscilações de peso e o próprio processo de envelhecimento podem influenciar o momento em que essas alterações se tornam mais evidentes.

O que pode ser tratado pelo lifting facial?

O lifting facial pode tratar diferentes regiões da face e do pescoço, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Entre as alterações que podem ser abordadas estão a queda dos tecidos da face, a perda da definição do contorno da mandíbula, a flacidez do pescoço e o acúmulo ou redistribuição de gordura em determinadas regiões.

O procedimento pode envolver diferentes extensões de tratamento. Em alguns pacientes, a cirurgia é direcionada predominantemente à face; em outros, o tratamento do pescoço também é necessário para proporcionar maior equilíbrio ao contorno facial.

O lifting facial elimina todas as rugas?

Não. O principal objetivo do lifting facial é tratar a flacidez e reposicionar os tecidos da face e do pescoço.

Rugas relacionadas à movimentação dos músculos, linhas superficiais, manchas, alterações da textura da pele e perda de volume apresentam mecanismos diferentes e podem não ser corrigidas pela cirurgia isoladamente.

Quando indicado, outros procedimentos podem ser associados ou realizados em momentos diferentes, como blefaroplastia, enxerto de gordura e tratamentos destinados à qualidade e à textura da pele.

Como é o planejamento da cirurgia?

Durante a consulta são avaliados o formato e as proporções da face, a qualidade e a elasticidade da pele, a distribuição dos volumes, o grau de flacidez, o contorno mandibular, o pescoço e eventuais assimetrias.

Também são investigados o estado geral de saúde, doenças preexistentes, cirurgias anteriores, alergias, uso de medicamentos e tabagismo. Exames pré-operatórios são solicitados de acordo com a idade, o histórico e as condições clínicas de cada paciente.

O tabagismo é particularmente relevante no lifting facial por sua influência sobre a circulação e a cicatrização dos tecidos e deve ser interrompido pelo período orientado pelo cirurgião.

Medicamentos de uso habitual devem ser informados para que sejam mantidos, suspensos ou ajustados quando necessário.

Como é realizado o lifting facial?

A cirurgia pode ser realizada sob anestesia local associada à sedação ou sob anestesia geral, dependendo da extensão do procedimento, das cirurgias associadas e das características de cada paciente.

As incisões permitem o acesso aos tecidos da face e do pescoço. Durante o procedimento, os planos profundos podem ser reposicionados e a pele é acomodada sobre o novo contorno, com retirada do excesso quando necessário. O tratamento pode também envolver a redistribuição ou retirada de gordura em determinadas regiões.

Em alguns casos, uma pequena incisão abaixo do queixo pode ser necessária para complementar o tratamento do pescoço.

A extensão da cirurgia é individualizada e depende principalmente das regiões que precisam ser tratadas e do grau de flacidez existente.

O que é o minilifting?

O termo minilifting é utilizado para procedimentos de menor extensão, indicados para pacientes selecionados que apresentam alterações mais localizadas.

Por envolver uma abordagem mais limitada, não proporciona necessariamente os mesmos efeitos de um lifting facial mais completo. A indicação depende da localização e da intensidade da flacidez e das características anatômicas de cada paciente.

Portanto, a escolha entre uma cirurgia mais limitada ou mais extensa não depende apenas do tamanho das cicatrizes, mas principalmente das estruturas que precisam ser tratadas para alcançar o objetivo proposto.

Como ficam as cicatrizes?

As cicatrizes são planejadas para permanecer, sempre que possível, em regiões menos aparentes e acompanhando os contornos naturais da face.

Habitualmente, iniciam-se na região temporal, junto ou dentro da linha dos cabelos, seguem ao redor da orelha e podem se prolongar posteriormente em direção ao couro cabeludo. Sua extensão depende da técnica utilizada e das regiões tratadas.

Quando é necessário tratar determinadas alterações do pescoço, pode haver também uma pequena cicatriz abaixo do queixo.

As cicatrizes passam por um processo gradual de maturação, apresentando modificações de coloração, espessura e consistência ao longo dos meses.

Como é a recuperação?

Nos primeiros dias é esperado algum grau de inchaço, equimoses, sensação de tensão e alterações temporárias da sensibilidade da face e do pescoço.

Pode ser utilizado um curativo ao redor da face para auxiliar no controle do edema e, em alguns casos, drenos podem ser mantidos temporariamente para evitar o acúmulo de sangue ou líquidos.

Durante o período inicial, recomenda-se manter a cabeça elevada e evitar pressão sobre as regiões operadas. Atividades físicas, exposição solar e outros procedimentos na face ou nos cabelos devem ser retomados progressivamente, conforme a evolução e a orientação médica.

Consultas pós-operatórias regulares são importantes para acompanhar a cicatrização, realizar os cuidados necessários e orientar o retorno às atividades habituais.

Quando é possível observar o resultado?

Nas primeiras semanas, o inchaço e as equimoses podem dificultar a avaliação do resultado. À medida que essas alterações diminuem e os tecidos se acomodam, o novo contorno da face e do pescoço torna-se progressivamente mais evidente.

Esse processo continua ao longo dos meses, assim como a maturação das cicatrizes.

O resultado pode ser duradouro, mas a cirurgia não interrompe o envelhecimento. Com o passar do tempo, a pele e os demais tecidos continuam sujeitos à ação da idade, da gravidade, da exposição solar e de outros fatores.

A escolha da técnica é individualizada

O lifting facial compreende diferentes técnicas e extensões de tratamento. A escolha depende das regiões afetadas, do grau de flacidez, da distribuição dos volumes, da qualidade da pele e das características anatômicas de cada paciente.

O planejamento individualizado permite determinar quais estruturas e regiões devem ser tratadas, bem como a extensão das incisões e a necessidade de procedimentos associados, buscando um resultado equilibrado e compatível com as características da face.