O explante mamário é a cirurgia para retirada definitiva dos implantes mamários. A decisão pela remoção pode ocorrer por diferentes motivos, incluindo desejo pessoal, alterações relacionadas aos implantes ou à cápsula que se forma ao seu redor, mudanças no formato das mamas ou outras indicações clínicas.

É importante compreender que a retirada dos implantes não necessariamente faz com que as mamas retornem ao aspecto que apresentavam antes da mamoplastia de aumento. Ao longo do tempo, a presença do implante pode modificar a distribuição dos tecidos mamários e promover distensão da pele e da glândula. Após sua retirada, podem ocorrer flacidez, perda de projeção, alterações do contorno ou assimetrias, cuja intensidade depende das características de cada paciente.

Por esse motivo, o explante mamário pode ser realizado isoladamente ou associado a procedimentos destinados a remodelar as mamas. Dependendo da quantidade e distribuição do tecido mamário, da qualidade da pele e do grau de flacidez, pode ser indicada uma mastopexia para reposicionar e redistribuir os próprios tecidos da paciente. Em alguns casos, o enxerto de gordura também pode ser associado para complementar o volume ou tratar determinadas irregularidades.

É necessário retirar a cápsula junto com o implante?

Ao redor de todo implante mamário, o organismo forma naturalmente uma camada de tecido cicatricial denominada cápsula. A retirada do implante e a retirada dessa cápsula são procedimentos distintos.

Durante o explante mamário, a cápsula pode ser preservada parcial ou totalmente ou, quando indicado, removida por meio de uma capsulectomia. Essa decisão é individualizada e depende das características da cápsula, das condições do implante e dos achados identificados durante a avaliação pré-operatória.

Portanto, a retirada completa da cápsula não é necessariamente realizada em todos os explantes mamários.

Como é o planejamento da cirurgia?

Durante a avaliação pré-operatória são consideradas as características dos implantes, cirurgias mamárias anteriores, qualidade e elasticidade da pele, quantidade de tecido mamário, presença de flacidez, assimetrias e alterações relacionadas à cápsula.

Exames de imagem das mamas e dos implantes podem ser solicitados de acordo com a história clínica e os achados do exame físico.

Também são investigados o estado geral de saúde, doenças preexistentes, uso de medicamentos e tabagismo. O tabagismo aumenta o risco de complicações relacionadas à cicatrização e deve ser interrompido pelo período orientado pelo cirurgião. Medicamentos de uso habitual devem ser informados para que sejam mantidos, suspensos ou ajustados quando necessário.

Como é realizado o explante mamário?

A cirurgia pode ser realizada sob anestesia local associada à sedação ou sob anestesia geral, dependendo das características de cada caso e dos procedimentos associados.

Sempre que possível, incisões previamente existentes podem ser utilizadas para a retirada dos implantes. A necessidade de retirada parcial ou total da cápsula e de procedimentos associados, como mastopexia ou enxerto de gordura, é definida individualmente.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso temporário de drenos para reduzir o acúmulo de líquidos na região operada.

Como ficam as cicatrizes?

As cicatrizes dependem da técnica necessária para cada caso. Quando é possível utilizar somente uma incisão previamente existente, pode não haver necessidade de novas cicatrizes.

Quando o explante mamário é associado à mastopexia, podem ser necessárias cicatrizes ao redor da aréola, verticais e, em alguns casos, horizontais no sulco inframamário. A extensão das cicatrizes está relacionada principalmente à quantidade de pele que precisa ser retirada e à remodelação necessária.

As cicatrizes são permanentes, mas passam por um processo gradual de maturação, apresentando modificações de coloração, espessura e consistência ao longo dos meses.

Como é a recuperação?

Nos primeiros dias é esperado algum grau de inchaço, equimoses, sensibilidade e desconforto nas mamas. Pode ser recomendado o uso de sutiã ou malha de compressão, além de cuidados específicos com os curativos.

Durante o período inicial, movimentos amplos dos braços, levantamento de peso e esforços físicos devem ser limitados. A retomada da direção e das atividades físicas ocorre progressivamente, de acordo com a evolução e a orientação médica.

Consultas pós-operatórias regulares são importantes para acompanhar a cicatrização e orientar o retorno gradual às atividades habituais.

Como fica a mama após a retirada dos implantes?

O aspecto das mamas após o explante depende de diversos fatores, como tamanho e posição dos implantes, tempo desde a cirurgia de aumento, quantidade e distribuição do tecido mamário, qualidade e elasticidade da pele e presença de flacidez.

Após a retirada dos implantes, pode ocorrer redução do volume, perda de projeção, flacidez, assimetrias ou irregularidades de contorno. Mesmo quando são realizadas técnicas para remodelar as mamas, não é possível garantir o retorno à aparência existente antes da colocação dos implantes.

O resultado é observado progressivamente ao longo dos meses, à medida que o inchaço diminui e os tecidos se acomodam. Posteriormente, envelhecimento, gravidade, gestações e alterações de peso podem continuar modificando o formato das mamas.

A escolha da técnica é individualizada

O explante mamário não corresponde necessariamente a uma única técnica cirúrgica. O procedimento pode envolver apenas a retirada dos implantes ou ser associado à capsulectomia, mastopexia, enxerto de gordura ou a uma combinação dessas técnicas.

A escolha depende das características dos implantes e da cápsula, da quantidade de tecido mamário, da qualidade da pele, do grau de flacidez e dos objetivos de cada paciente. O planejamento individualizado permite definir a abordagem mais adequada para cada situação.